Dois dos símbolos mais tradicionais da cultura cuiabana, o cururu e o siriri, recebem uma homenagem especial do artista Frede Fogaça. Contemplado nos Editais da Cultura 2015, dentro do prêmio Tradições MT, o projeto “O cururueiro, o Siriri e seus artefatos” visa a instalação de duas peças no Centro Cultural Antônio Lopes, que fica na Associação de Moradores de São Gonçalo Beira Rio, no bairro ribeirinho de mesmo nome, região Sul de Cuiabá. A instalação será inaugurada nesta sexta-feira (11), às 16h30, no local.
As obras – um cururueiro com sua viola-de-cocho e uma dançarina de siriri – foram feitas em cimento e em tamanho normal (1,80m), expressando a admiração do artista pela cultura cuiabana e seus personagens. Segundo Fogaça, foram três meses de trabalho intenso para deixar essa contribuição para a cidade e seus moradores, em uma região onde essa tradição ainda é bastante forte.
Ícones
O cururu é uma dança de roda onde somente os homens cantam, dançam e giram em sentido horário. É acompanhado pela viola-de-cocho e pelo ganzá. A função sacra é comumente utilizada após as orações de devoção popular, geralmente em festas religiosas, com cantos de louvores e homenagens. Já o momento profano é aquele cujos trovadores lançam desafios cantados, que põem à prova a capacidade poética do trovador, geralmente com temas como o amor e incluindo uma variada coreografia.
O siriri é uma dança com rica expressão corporal e coreografia podendo ser dançada por homens, mulheres e crianças. Seu ritmo é marcado com canções acompanhadas pela viola-de-cocho, ganzá e mocho. É uma tradição ligada aos festejos religiosos e às comemorações comunitárias.