O senador Wellington Fagundes (PR) tentou retirar sua imagem dos outdoors que cobram um posicionamento de parlamentares que são contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas não conseguiu. O juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, negou pedido do senador republicano, que é vice-líder do governo Dilma no Senado Federal, na última sexta-feira (25).
Os movimentos Avança Brasil, Movimento pela Ordem, Vem pra Rua e Movimento Muda Brasil colocaram oito outdoors nas principais avenidas de Cuiabá cobrando uma posição do senador Wellington Fagundes e dos deputados federais Valtenir Pereira (PMDB), Carlos Bezerra (PMDB) e Ságuas Moraes (PT). A princípio os quatros são contra o impeachment da presidente. No entanto, os deputados federais do PMDB podem mudar de posição nesta terça-feira (29) quando os peemedebistas de todo o país se reúnem em Brasília para decidirem se rompem com o governo do PT. A saída da base de Dilma já é ponto pacífico no PMDB, uma vez que as principais lideranças da sigla já sonham com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) no lugar de Dilma. Já Wellington e Ságuas manter suas posições contra a saída da presidente.
Para pedir a retirada de seu nome do outdoor, Wellington alegou que se trata de uma publicidade que visa denegrir sua imagem e também não lhe deu o direito de resposta, pois não foi consultado previamente. Já o juiz Yale Mendes esclareceu que antes de recorrer à Justiça para pedir direito de resposta, o senador deveria pedir para para o veículo de comunicação que fez a propaganda para aos movimentos.
Mendes também colocou que a propaganda não ataca a dignidade do senador, pois enquanto político ele está sujeito a críticas. “Com efeito, diante do cenário político vivenciado é notórios que as autoridades públicas tenham constantemente divulgados e criticados seus atos. Tais questionamentos fazem parte do processo democrático, onde a imprensa sem dúvida ganha papel de destaque frente à sociedade, criando espaço para debates estimulando a reflexão e ponderações quanto aos fatos revelados à população, e, principalmente despertar o interesse à consciência política, especialmente daqueles menos envolvidos”, argumentou Mendes.