"> Saiba o que mais estará em jogo nas eleições americanas – CanalMT
Reprodução

Saiba o que mais estará em jogo nas eleições americanas

Veja

A decisão entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump está longe de ser a única escolha que os eleitores americanos precisarão fazer no dia 8 de novembro. Parte do Congresso, centenas de cargos regionais e municipais e até mesmo novas leis estarão nas cédulas dos eleitores dos cinquenta Estados do país.

Apenas dois tópicos são comuns para todos os eleitores: o próximo presidente e a renovação da Câmara dos Deputados. Com um sistema político que dá maior liberdade aos Estados e municípios, as eleições serão diferentes para os moradores de cada parte dos Estados Unidos. Por mais que sejam menos comentadas, as corridas paralelas de novembro podem afetar o futuro do país tanto quanto o próximo ocupante da Casa Branca.

Cada Estado americano é representado por dois senadores, totalizando cem membros, que são eleitos para mandatos de seis anos. Assim como no Brasil, a escolha dos representantes não ocorre de uma vez só. Nos Estados Unidos, há eleições para o Senado em todos os anos pares, quando cerca de ⅓ das cadeiras são colocadas para voto.

Em 2016, 34 cadeiras no Senado estão abertas para serem substituídas: dez que atualmente pertencem aos democratas e 24 ocupadas por republicanos. As novas eleições podem resultar em uma troca no partido detém a maioria no Senado – que neste período é o Republicano – e facilitar ou complicar as decisões do presidente eleito.

A corrida para o próximo Senado está acirrada: enquanto os democratas precisam ganhar cinco cadeiras, os republicanos não podem perder mais de três. De acordo com previsões do jornal The New York Times, o Partido Democrata tem 57% de chances de retomar o controle pelos próximos dois anos.

A outra parte do Congresso bicameral americano é a Câmara dos Deputados, também chamada de Casa dos Representantes. Todas as suas 435 cadeiras estão abertas para votação em 2016 e os novos membros atuarão durante dois anos. Diferente do Senado, os Estados têm um número de deputados na Câmara equivalente a sua população. Os Estados de grande porte são divididos em distritos e cada região vota em seus próprios representantes.

A atual Câmara tem o maior controle republicano desde 1928, algo que os democratas anseiam por mudar em 2016. É improvável que ganhem as 32 cadeiras necessárias para que superem o adversário, porém, desejam ao menos diminuir a maioria republicana.

Por coincidir com a data de escolha do presidente, o número de eleitores deste ano promete ser bem maior que o de 2014. Na última década, democratas costumaram ganhar espaço no Congresso em ano de eleições presidenciais, enquanto os midterms, pleitos realizados no meio mandato presidencial, ajudaram os republicanos.

O sistema político federativo americano dá muita liberdade e poder aos Estados e regiões, que podem definir seus próprios sistemas e regras. Não há uma data igual para as eleições de governadores, prefeitos e os diferentes formatos de conselhos locais, nem mesmo um tempo de mandato padrão.

Além de centenas de pleitos locais, doze Estados americanos irão aproveitar a ida às urnas no dia 8 para escolherem seus próximos governadores. Delaware, Indiana, Missouri, Montana, Carolina do Norte (NC), Dakota do Norte (ND), Utah, Washington e Virgínia Ocidental (WV) funcionam com mandatos de quatro anos, que vencem em 2016, enquanto New Hampshire e Vermont trabalham com mandatos bienais. O Estado do Oregon também realizou eleições em 2014, mas fará um pleito especial por causa da renúncia do governador John Kitzhaber.

Leis

A influência direta da população em legislações estaduais e locais é comum nos Estados Unidos, através do voto nas urnas. A cédula da Califórnia, uma das mais complexas do país, terá 17 propostas de lei para que os eleitores opinem, além da escolha de representantes.

Os assuntos em alta nas eleições de 2016 vão desde de temas polêmicos, como a restrição na compra de armas e o suicídio assistido, até tópicos como a taxação de emissões de carbono em Washington. Nove Estados, por exemplos, decidirão sobre leis relacionadas ao uso recreativo e venda de maconha.

A liberdade para adendos na lei americana também causa situações complexas para os eleitores. Na Califórnia, duas medidas conflitantes sobre a pena de morte aparecerão na cédula: uma propõe banir a punição e outra tornar o processo no “corredor da morte” mais rápido. Se ambas passarem, a que tiver mais votos a favor prevalecerá.

No Colorado, há até uma medida para tornar mais difícil levar emendas constitucionais às urnas, tal o número de decisões que ficam nas mãos de eleitores e causam mudanças constantes. Regulamentações na saúde, aumento de impostos, mudanças no sistema educacional e aumento do salário mínimo também serão questionadas em diversos Estados.


O que achou desta matéria? Dê sua nota!:

0 votes, 0 avg. rating

Compartilhar:

Deixe uma resposta