Momentos adversos são inerentes à vida; seja problema de saúde, familiar, de relacionamento ou da atividade laboral.
Na economia, os momentos adversos são muito conhecidos como “crise”. Essa palavra costuma multiplicar absurdamente pelas mídias e por muitos que parecem só conseguir ver ruína e devastação.
Na vida profissional não é somente crises econômicas as causadoras de turbulências. Há também aumento de concorrência, mudanças tecnológicas, mudança de perfil dos consumidores etc.
Diante do “indesejável”, basicamente há as seguintes alternativas:
Ficar choramingando (beneficiando os vendedores de lenços);
Reclamar e esperar o pior passar (quase nunca irá funcionar);
Trabalhar e estudar mais e melhor.
Atuo profissionalmente com finanças pessoais e investimentos, e mesmo acompanhando e sabendo de dados negativos da economia, a empresa que atuo está saindo ilesa do momento econômico adverso, ou melhor, a empresa tem crescido.
Cidadãos que não costumavam se preocupar em planejar o orçamento familiar e em adquirir bons e adequados investimentos começaram a buscar informações e com isso, aumentou a demanda por bons serviços. Alguns poderão dizer que tivemos sorte ou que a crise nos beneficiou.
Posso até concordar parcialmente. Porém, seguem algumas ações que fizemos antes do momento adverso e que continuamos a fazer:
Busca constante por qualificação (leitura, treinamentos e certificações);
Foco nas necessidades dos clientes, isso permite fidelização e indicações;
Estar alerta de novos produtos, fornecedores, parceiros, tendências e oportunidades;
Busca por melhoria constante de processos;
Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Raramente o escritório fica vazio antes das 19h30 horas.
Será que teríamos crescimento na adversidade se não tivéssemos tratado as dicas “milagrosas” acima como regras diárias? Querer se mexer somente quando a situação está caótica mitiga as chances de superação de obstáculos.
Se ainda acredita em “sorte”, outro exemplo: dois de nossos clientes são empresários do ramo de software e soluções sistema de informações. Muitos desse setor reclamam da diminuição de clientes e demais dificuldades.
A dupla de empresários optou por trabalhar muito e buscar clientes em qualquer região do país. Tiveram de sair da zona de conforto e “abriram” uma filial virtual pelos aeroportos do país. Onde houvesse clientes potenciais lá estavam eles tentando fechar negócio e mostrando seus serviços.
Não importa se você é empresário, profissional liberal, autônomo, funcionário público, estudante ou qualquer outra atividade. Saiba que momentos adversos sempre ocorreram e ocorrerão. Estar sempre preparado e focar em soluções e nas variáveis que dependem de nós é o que podemos fazer de melhor. Outra alternativa é se juntar aos que só conseguem choramingar e reclamar.
Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa é administrador de Empresas, Agente Autônomo de Investimentos e pós-graduado em MBA de Gerenciamento de Projetos.