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Pedro Taques mandou grampear vice-governador, diz coronel Lesco

Gazeta Digital

O coronel Evandro Lesco afirma que o ex-secretário Paulo Taques se intitulava “emissário de Pedro Taques”.

O coronel Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar do governo Pedro Taques (PSDB), afirmou que tentou fazer delação no Ministério Público Estadual (MPE) desde a época que foi preso em 2018.

Entre as novas informações trazidas a publico, o militar revelou que o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, “mandou monitorar o vice-governador Carlos Fávaro, a pedido de Pedro Taques”.

Afirmou que tentou na Procuradoria Geral da República (PGR), mas só teve a entrevista inicial quando os autos foram para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).  Acrescentou ainda que “não falou durante a instrução processual porque havia cláusulas de confidencialidade”, disse coronel Lesco.

Explica que não pode esclarecer nada antes porque tinha um acordo de delação em andamento, que não se efetivou. Lesco pediu desculpa à Justiça, OAB e à imprensa. “Cheguei ao atrevimento de tentar obstruir a Justiça captando imagem e áudio de desembargadores”, confidenciou.

O coronel detalhou que encontrou com o então secretário-chefe da Casa Civil, na avenida do CPA, e foram para a estrada da Chapada, junto o cabo Gerson, para tratar das escutas. Os militares foram indicados pelo coronel Zaqueu Barbosa, com quem Paulo Taques teve o primeiro contato.

Segundo Lesco, Gerson cuidava da parte das escutas e enfrentava dificuldades operacionais. Eles então falaram com Torezan que cuidava das melhorias do equipamento, sob financiamento de Paulo Taques. “As placas que Paulo Taques apresentou tinham pertencido ao Gaeco. Gerson era responsável pela placa e entregou a mesma a um membro do Ministério Público. Não sei em que condições. Não fosse por isso, não estaríamos aqui hoje”, afirma o militar.

Após o recebimento do novo equipamento, houve aporte de mais R$ 6 mil. Todos os problemas, segundo ele, eram reportados a Zaqueu e Paulo Taques.  Lesco explica o procedimento das escutas e confirma que a lista dos nomes a serem interceptados eram fornecidos por Paulo Taques, coordenador de campanha de Pedro Taques.

Para melhorar o sistema de escutas, uma placa foi adquirida por Paulo Taques. Ele disse que comprou no Rio de janeiro, porém, depois foi descoberto que a tal placa era de uma empresa de Minas gerais e que tinha pertencido ao Gaeco. Que quando trabalhava no Gaeco era Gerson que cuidava da placa e que entregou ao procurador Paulo Prado.

Lesco conta que fez empréstimos para investir no aparato tecnológico sob a promessa de reembolso por parte de Paulo Taques. As demandas por escutas só aumentavam ao grupo clandestino, até 2015, após as eleições, que foram o pretexto inicial dos grampos.

O depoimento foi prestado ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar de Cuiabá.  Nesta quarta-fiera (17), será ouvido o cabo Gerson Côrrea.


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